"Cantar não deixa marcas no fugaz,
não molda o passageiro, não alcança
nem sequer os perímetros da dança,
o canto é apenas outro sopro a mais.
A mente quer sumir, fundir-se atrás
da sombra de uma chama, não se cansa
de fazer como faz uma criança
buscando se esconder sem ser capaz
senão de amontoar-se entre os lençóis...
Não vejo como alcance atravessar
o centro da fogueira e virar voz:
o grito que circunda de lugar
em lugar o real desfaz-se em nós
e o que alcança dizer some no ar."
sexta-feira, junho 20, 2003
By Flávio Souza on sexta-feira, junho 20, 2003
De uma boa indicação e da ânsia desatada fez-se a volúpia da compra e eis que aí está o livro - O Mundo como Idéia, de Bruno Tolentino. Estou lendo e até o momento, recomendo a todos.
Posted in Literatura (autores), Livros, Poesia | No comments
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagens mais visitadas
-
Uma carta é um relato de intenções. Tingida de branco, sangue ou lágrimas a carta é, em seu próprio papel, uma velada intenção de transporta...
-
Foto roubada do Le Divan Fumoir Bohémien . Aparentemente ela foi tirada do livro Des bibliothèques pleines de fantômes de Jacques Bonnet. E...
-
Noite encantada por bailados e chamas de puro flamenco no Carlos Prates, senhoras e senhores!
0 comentários:
Postar um comentário