"A morte está cansada da morte. O dia está cansado do dia. A morte está cansada da morte. O sangue está na cansado do dia." Tropeça. Cai. "A morte está cansada da morte. O dia está cansado do dia. A morte está cansada da morte. O sangue está na cansado do dia.", repete. A boca seca num esforço, um pigarro.
Em casa, mãos limpas. Sentado. "A morte está cansada da morte. O dia está cansado do dia. A morte está cansada da morte. O sangue está na cansado do dia." Mas nada irá impedir a vida cansada de Maria de Lourdes que se esvai, quase-morta e nem mais um dia.
sexta-feira, março 04, 2005
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagens mais visitadas
-
Foto roubada do Le Divan Fumoir Bohémien . Aparentemente ela foi tirada do livro Des bibliothèques pleines de fantômes de Jacques Bonnet. E...
-
Roubei essa foto do blog da Andrea Augusto, o Literatus .... Pudesse ter eu a calma de um mundo só. Encadernaria as asas do homem para o jog...

0 comentários:
Postar um comentário